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Uma coisa que gosto muito de fazer é ajudar os leitores do blog que me procuram através das redes sociais com dúvidas sobre design ou pedindo algum conselho prático.

Percebo que a maioria desses leitores tem muitas curiosidades sobre o mercado de trabalho como freelancer e o que me chama mais atenção é que no meio da conversa sempre surge a mesma pergunta: “Mas você trabalha só como freelancer ou tem outro emprego?

Quando eu respondo que trabalho apenas como freelancer e que vivo apenas disso a reação é sempre de espanto, como se eu tivesse encontrado a formula mágica do sucesso.

Depois disso então vem as várias perguntas procurando entender como é possível que um designer trabalhe apenas como freelancer.

A internet está recheada de textos e vídeos que buscam ajudar os designers que desejam entrar no mercado de trabalho freelancer e ao avaliar o meu histórico profissional percebo que já utilizei várias dessas dicas e realmente são úteis porém não bastam para formar um freelancer.

Isso acontece por que entrar no mercado do design freelancer é fácil e qualquer um pode fazer, no entanto manter-se nesse mercado e ainda por cima viver apenas do trabalho como freelancer não é uma tarefa das mais fáceis.

Sendo assim eu vou então compartilhar aqui com vocês no post de hoje o que eu percebo que realmente faz a diferença em meu trabalho e me ajuda a me manter firme nesse mercado do design freelancer, e vamos as dicas:

1 – Especialize-se

Esse é o primeiro ponto chave, é preciso que você procure focar cada vez mais o seu trabalho em algum segmento do design. Esse segmento, é claro, deve ser aquele em que você se sente mais à vontade ou tenha mais facilidade para trabalhar.

Essa pode ser uma dica óbvia porém vejo que é muito comum designers que tentam trabalhar como freelancer mas para isso procuram ser os mais versáteis possíveis acreditando que assim irão abocanhar uma fatia maior do mercado afinal de contas eles sabem editar vídeo, criar site, criar marca, diagramar revista etc.

Isso é um engano, procure fazer com que o seu nome se torne uma referência no mercado quando o assunto for um determinado segmento do design como por exemplo “web design para blogs” ou “ilustração para livros infantis”.

Acredite em mim, é bem mais fácil manter-se no mercado quando se é um especialista do que quando você é um “faz tudo” e isso acontece por que boas empresas preferem trabalhar com profissionais especializados em um determinado assunto, isso transmite mais segurança e profissionalismo da sua parte.

Quando procurei focar o meu trabalho no design gráfico envolvendo ilustrações e mais recentemente o lettering eu percebi que isso começou a aumentar a quantidade de pessoas me procurando atrás desses serviços e diminuindo o número de pessoas que me procuram para realizar projetos em outros segmentos do design.

2 – Tenha um EXCELENTE portfólio

Aqui vai a dica que pode frustar alguns que estão lendo o post agora. Quando você pesquisar por maneiras de trabalhar como freelancer, uma das coisas que você mais vai encontrar são pessoas te dizendo que você precisa ter um portfólio.

Eu porém digo que não basta apenas ter um portfólio, ele precisa ser bom e mostrar o melhor de você. É comum que ao saber que precisa ter um portfólio para trabalhar como freelancer o designer sem nenhuma experiência saia correndo para pegar aquela marca que fez para o mercadinho que fica na esquina da sua rua.

Assim ele já tem um “projeto” para colocar em seu portfólio, certo? ERRADO. Se você não tem um portfólio ainda, não desperdice seu tempo entupindo ele de projetos ruins ou feitos de qualquer forma apenas para dizer que tem portfólio.

Concentre seus esforços no desenvolvimento de um projeto completo dentro do segmento que você pretende trabalhar, por exemplo, vamos supor que você pretende trabalhar na área de branding, o desenvolvimento de marcas e identidades visuais.

Agora busque desenvolver um projeto autoral, ou seja, um projeto para você mesmo, crie uma empresa, desenvolva um briefing fictício, realize a pesquisa, crie um conceito forte e procure aplicar as melhores técnicas e métodos de desenvolvimentos de marca.

Quando esse mega projeto estiver pronto aí sim é a hora de colocá-lo em seu portfólio para que então ele seja o seu cartão de visitas diante dos seus clientes que estão buscando um bom profissional para criar a marca deles.

Essa é uma prática que você deve levar para a vida toda, colocar em seu portfólio apenas aquilo que reflete o melhor do seu trabalho e não apenas qualquer coisa que você fez de qualquer jeito.

Você pode não considerar o meu portfólio excelente, porém nele só estão os projetos que representam o melhor que eu posso fazer e felizmente ele tem agradado os clientes que me procuram.

3 – Legalize já

Eu não canso nunca de dizer isso, se você quer trabalhar como freelancer é indispensável que você faça isso de forma legalizada, de forma simples e direta isso significa ser uma empresa.

Pra que isso? É simples, as empresas boas, aquelas que investem em design e em bons profissionais trabalham com contratos, com recibos e notas fiscais. Sendo assim, se você ainda pretende trabalhar na informalidade vai se privar de poder prestar serviço para essas empresas.

Falar sobre esse tópico renderia um post inteiro, sendo assim para facilitar as coisas eu vou recomendar que você leia o artigo que eu escrevi no blog Des1gn On onde eu explico “Como trabalhar de forma legalizada sendo freelancer

Lá eu explico melhor sobre como ter um CNPJ e as vantagens de se trabalhar dessa forma. Essa parte pode dar um pouco de dor de cabeça no começo até você pegar a manha da burocracia, porém vale muito a pena e pode trazer um ótimo retorno para o designer freelancer.

4 – Aprenda a lidar com dinheiro

Aqui tem um outro ponto crucial, se você não sabe lidar com dinheiro esqueça a vida de freelancer. Saber gerenciar seu dinheiro é extremamente importante quando se trabalha como freelancer afinal de contas trabalhar como freelancer pode ser difícil especialmente no começo até que você crie um grupo de clientes.

Nesse caso é altamente importante que você consiga manter um fundo de reserva para os tempos de escassez de projetos que podem acontecer. Pode ser difícil no começo criar esse fundo de reserva financeira porém com planejamento e constância isso é possível mesmo que isso não aconteça de um mês para o outro.

Uma dica que posso dar para aqueles que tem dificuldade em controlar as finanças pessoais é lerem o livro “quanto custa meu design?” do autor André Beltrão, eu já escrevi um review desse livro no Choco La Design e você pode conferir ele clicando AQUI.

Esse livro ajuda os designers que pretendem trabalhar como freelancers a entenderem tudo o que precisam saber para gerenciar corretamente o seu trabalho tanto no aspecto de gerenciamento financeiro quanto na gestão do tempo.

Concluindo

Eu poderia ficar aqui por muito mais tempo falando sobre coisas que me ajudaram a permanecer trabalhando no mercado do design freelancer porém eu vou deixar aqui apenas essas 4 dicas, quem sabe no futuro eu não faço uma segunda parte desse post falando sobre outros pontos que considero importante.

Vale ressaltar aqui que essas dicas foram baseadas em minha própria experiência e é claro que cada um pode ter uma experiência diferente com cada uma dessas dicas, em todo caso se você me perguntar o que eu sinto que faz a diferença na minha carreira como freelancer sem dúvida eu vou abordar esses 4 pontos.

Agora aproveita e participa do artigo de hoje compartilhando a sua opinião e respondendo a pergunta: Você trabalha como freelancer? Consegue trabalhar apenas como freelancer ou tem um outro emprego?

E se você quiser trocar uma ideia comigo, já sabe que pode fazer isso através das redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram e Youtube.

E logo aí abaixo você pode ver alguns dos meus projetos no Behance, me acompanha lá também.Valeu pessoal, um grande abraço e até o próximo post.